Assédio moral: como evitar ambientes tóxicos no trabalho?

05.02.2019

 

Organizações costumam investir muito esforço em planejamento estratégico. Para concretizar a visão desejada dos líderes em objetivos concretos e estratégias para alcançá-los, mobilizam toda a estrutura. Eventos grandiosos, metodologias complexas, investimento em consultorias especializadas, capacitações e implantação de ferramentas para controle e acompanhamento. Só que todo esse esforço fica muito prejudicado quando não se fala em assédio moral e de como evitar ambientes tóxicos no trabalho.

Não dá para se engajar em lugares onde a cultura é baseada na falta de empatia e confiança. Mas cedo ou mais tarde haverá alguma sabotagem, que não precisa necessariamente ser consciente. Porque ambientes assim costumam causar medo e defensividade.
 

Você sabe que está em um local tóxico:

  • Quando há pressão exagerada por resultados, desrespeitando ritmo e alcançando o nível da ofensa, desqualificação e depreciação.

  • Controle excessivo e acompanhamento do trabalho de maneira hostil.

  • Quando há intolerância a erros, gerando constrangimento e necessidade exagerada de apontá-los e desmerecer o trabalho realizado.

  • Locais onde não há confiança e empatia mútuas e as pessoas competem de maneira exagerada.

  • Onde há falta de ética e dissimulação
     

Assédio moral: como evitar ambientes tóxicos no trabalho e colher bons resultados

Parece que muitas organizações não investem esforços em desenvolver a inteligência emocional. Da mesma forma que muitas não têm consciência sequer da importância disso. Assim, aquelas pessoas que não tem uma IE desenvolvida podem manifestar uma necessidade de provar seu valor de maneira tóxica. Isso acaba gerando situações que causam desgaste, irritação e stress e defensividade. 

Ainda mais que pessoas tóxicas costumam ser manipuladoras e possuem a necessidade de diminuir o outro. A toxicidade vem da insegurança nas próprias habilidades e competências. Só que essa necessidade torna o ambiente o que costumo chamar de: insalubre emocionalmente. E como consequência, muito sofrimento emocional e desgaste.

 

Precisamos falar em Inteligência Emocional

Quando a liderança investe esforços em seu processo de amadurecimento emocional, tudo fica mais simples. Ela é capaz de demonstrar confiança e oferecer oportunidades de diálogo. Isso é praticamente impossível em ambientes tóxicos onde existe o assédio moral.
 

Pessoas se sentem intimidadas em falar o que pensam quando se deparam com líderes que desconsideram o pensamento alheio. Isso também inibe as boas ideias que existem e que poderiam ser implementadas. Certamente hierarquias rígidas, frias e distantes causam medo e retraem.
 

Da mesma forma que é fundamental mostrar a time que confia em sua capacidade de discernimento para definir algo. Como resultado isso cria responsabilidade e engajamento e organicamente o sistema se autorregula.
 

Individualismo, egocentrismo e sentimento de superioridade são cânceres que atrapalham relacionamentos em qualquer nível e tornam as relações tóxicas. Se alguém acha que possui privilégios por seu cargo, sua posição hierárquica ou sua conta bancária, a comunicação fica truncada em qualquer nível.
 

O abusador emocional não costuma ter autoconsciência de suas atitudes. E exerce um poder pernicioso e negativo ao seu redor. Por não contar com uma boa inteligência emocional, precisam diminuir e desconsiderar pessoas, projetos e ideias. Roubam a autoestima e como consequência diminuem a produtividade e o engajamento.
 

Assédio moral: ambientes tóxicos crescem onde há apontamento de erros

Intolerância e uma cultura baseada no apontamento de erros são outras formas de tornar a cultura tóxica. Certamente são verdadeiros entraves ao avanço da melhoria contínua e colaboração . Reforçam o autoritarismo em todos os níveis, gerando insegurança e enfraquecendo o poder pessoal dos indivíduos. Nossos sistemas de defesa são ativados quando identificamos situações de perigo. E quando alguém aponta erros com intolerância, é exatamente isso que acontece. O ataque hostil pode ser uma das respostas quando se está inserido em um meio que estimule a competição voraz e desmedida. E o pano de fundo é sempre ele: o medo.
 

Conseguir controlar o medo de não ser bom o bastante e aprender a construir a confiança nas suas habilidades é um antídoto para ambientes tóxicos. Isso irá amenizar drasticamente a necessidade de competir. E você poderá dizer assertivamente aqueles comportamentos que invadem seu espaço e que não irá tolerar. Ao desenvolver essa confiança, você certamente irá tornar-se um profissional mais seguro e maduro. É o caminho para o desenvolvimento pessoal.
 

Desperdício de energia com o que não importa

Ambientes tóxicos e assédio moral acontecem quando não existe promoção inteligência emocional. E como consequência não dá para focar em melhores resultados. Dificuldades de relacionamento, jogos de poder, pessoas dissimuladas e falta de confiança mútua. Todos esses sintomas são recorrentes quando o padrão mental é baseado em crenças de escassez.
 

O medo de que suas habilidades não sejam reconhecidas, que seu trabalho não seja visto causa comportamentos de defensividade e competição. Resumindo: fofocas, boatos, boicotes conscientes e inconscientes. Como se estivessem em uma selva, as pessoas fazem de tudo para sobreviver de alguma forma.
 

O que gestores e responsáveis pela estratégia precisam entender é que não olhar para isso solidifica um clima péssimo. E isso interfere diretamente nos resultados. Objetivos traçados são boicotados consciente e inconscientemente por pessoas que não conseguem dar o melhor de si por estarem inseridas em contextos tóxicos. O tema assédio moral: como evitar ambientes tóxicos no trabalho é primordial para a inovação e a melhoria contínua.
 

Mas afinal, como lidar?

Resumindo: se você é gestor, seja confiável e promova um clima de confiança. Acredite no potencial de sua equipe, dê feedback que motive – e faça-os apropriarem-se de seu potencial. Lembre-se que o líder é um incentivador da autoestima de seus liderados. Faça com que eles se sintam seguros. Assim eles terão a confiança necessária e não precisarão competir nem diminuir seus colegas.
 

Se você não é líder, mas enfrenta um ambiente tóxico, saiba que acima de tudo, é preciso fortalecer sua autoconfiança. Dessa forma, você não irá deixar que abalem o que você acha a respeito de si. Estar atento e cuidar das próprias emoções previne que você caia na armadilha de se achar inadequado nestes contextos. E é exatamente isso que acontece com a maioria das pessoas.
 

Não permita que pessoas com pouca inteligência emocional o façam sentir culpado. Lembre-se que quem está bem consigo mesmo estimula o crescimento alheio. E também sabe respeitar os limites do outro e lida com erros, sabendo que sempre serão fonte de aprendizado. Situações desse tipo são desafios para que você possa fortalecer a autoconfiança em si.

Vamos falar um pouco mais sobre este assunto no Workshop: EMPATIA para liderança disruptiva no dia 04 de julho em Porto Alegre e no Workshop: Como lidar com pessoas Tóxicas dia 06 de julho em Florianópolis

 

 

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